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E-commerce 2026: projeções e tendências do mercado brasileiro

5 fev 2026 5 minutos de leitura

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O e-commerce brasileiro deve movimentar R$260 bilhões em 2026, segundo projeção da Neotrust divulgada esta semana. O crescimento de 10% em relação a 2025 consolida o varejo digital como peça estratégica na economia nacional, especialmente para pequenas e médias empresas que encontram no canal online uma via de expansão acessível.

O ticket médio projetado é de R$564,96, alta de 8% que reflete tanto a valorização de produtos quanto a mudança no mix de categorias vendidas. Para gestores de e-commerce, esses números traduzem oportunidades concretas em um mercado que continua amadurecendo mesmo após a aceleração da pandemia.

O momento exige atenção estratégica. Crescimento de dois dígitos indica espaço para novos players, mas também pressupõe maior competição por conversão e retenção de clientes. Entender as tendências do setor permite posicionar operações para capturar essa expansão de forma sustentável.

Principais tendências confirmadas para 2026

O mobile consolida sua dominância com 60% das transações do e-commerce, percentual que deve crescer ainda mais ao longo do ano. A priorização da experiência mobile deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico de operação. Lojas que não oferecem checkout otimizado para smartphones já perdem conversões significativas.

A inteligência artificial marca presença em 72% das operações de e-commerce, segundo o levantamento. Recomendações personalizadas, chatbots para atendimento, previsão de demanda e precificação dinâmica são aplicações que deixaram o território da inovação para integrar o pacote padrão de competitividade. Pequenas e médias empresas que ainda operam sem algum nível de automação inteligente enfrentam desvantagem operacional clara.

As categorias com maior projeção de crescimento são eletrônicos, moda e saúde/beleza, impulsionadas por lançamentos de produtos e mudanças no comportamento de consumo. Varejistas desses segmentos podem se beneficiar do momento aquecido, desde que estruturem logística e gestão de estoque para atender picos de demanda sem comprometer a margem.

O que isso significa para sua operação

Para gestores de e-commerce, o cenário de 2026 demanda três movimentos estratégicos: otimização da experiência mobile, implementação de automação com IA em pelo menos um processo crítico e revisão da estrutura de custos considerando o ticket médio em alta.

Operações que dependem exclusivamente de grandes marketplaces devem avaliar a construção de canais próprios. O crescimento do setor favorece marcas que controlam a jornada do cliente e podem trabalhar retenção de longo prazo. Plataformas próprias permitem margem maior e acesso direto aos dados de comportamento de compra.

A competição por atenção e conversão intensifica-se. Investimento em SEO, marketing de conteúdo e campanhas pagas torna-se mais caro, exigindo operações eficientes que convertam tráfego em vendas com taxa consistente. Monitoramento de métricas como CAC, LTV e taxa de conversão passa de recomendação para necessidade operacional.

Perguntas frequentes que podem ser a sua!

Como pequenas lojas podem competir em um mercado de R$260 bilhões?

Especialização em nicho, experiência personalizada e agilidade são diferenciais de PMEs. O crescimento do setor abre espaço para operações menores que atendem públicos específicos melhor que grandes players generalistas. Foco em retenção e marketing direto permite competir mesmo com orçamento limitado.

Vale a pena investir em loja própria ou focar só em marketplaces?

A estratégia ideal combina ambos. Marketplaces oferecem tráfego pronto mas cobram comissões altas e limitam controle sobre dados. Loja própria exige investimento em tráfego mas permite margem maior e construção de marca. Para 2026, as operações híbridas são as mais sustentáveis.

Qual o investimento mínimo em IA para não ficar para trás?

Chatbot para atendimento e recomendação básica de produtos são entradas acessíveis, com soluções a partir de R$200/mês. O importante é começar com automação em um processo que consome tempo operacional, liberar equipe para tarefas estratégicas e escalar conforme resultado.

Enfim, o e-commerce brasileiro segue

O e-commerce brasileiro segue sua trajetória de crescimento sólido, com R$260 bilhões projetados para 2026. Para pequenas e médias empresas, o momento oferece janela de oportunidade para consolidar presença digital e capturar fatia desse mercado em expansão.

Atenção às tendências de mobile, IA e especialização de nicho permite que operações menores compitam de forma viável. O próximo passo é avaliar como sua loja está posicionada nessas três frentes e identificar onde investir para acompanhar o ritmo do setor.

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